Os americanos conquistam Manila
Limpeza da Baía de Manila
Bataan e Corregidor
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A batalha pela posse de Manila caracterizou-se pela luta feroz e
pelas destruições, que, praticamente, arrasaram a cidade. Os japoneses, num
esforço desesperado para conter o avanço americano, haviam minado os acessos
às pontes do rio Pasig, colocado barricadas nas ruas e dinamitado os
principais edifícios. Centenas de casas, situadas estrategicamente, foram
transformadas em verdadeiras fortalezas. Em diferentes pontos da cidade
haviam sido instalados redutos fortificados, com ninhos de metralhadoras e
peças antitanque. As zonas minadas estendiam-se por toda a cidade e milhares
de metros de arame farpado cercavam as ruas. Barreiras de escombros eram
levantadas com o objetivo de conter os blindados inimigos. Manila fôra
transformada numa cidade fortificada e os japoneses estavam dispostos a
defendê-la até o último homem. Também os principais edifícios - o Correio
Central, a Municipalidade, o Palácio Legislativo, o Clube Elks, o Clube do
Exército e da Marinha, o Alto Comissariado e o Hotel Manila - foram
convertidos em praças-fortes, instalando-se neles, nos terraços, peças de
artilharia destinadas a varrer as ruas adjacentes com seu fogo. A defesa era
centralizada em Intramuros (a antiga cidade murada), que seria, mais tarde,
utilizada pelos japoneses como cidadela do sistema defensivo. A defesa de Manila, de acordo com as informações obtidos pelos
americanos, estava a cargo de 20.000 soldados japoneses. Em 6 de fevereiro, a
37a Divisão acabara com a resistência inimiga que ainda existia em
sua faixa de combate, no norte do rio Pasig, e a 1a Divisão de
Cavalaria conquistara a ponte San Francisco-Del Monte, sobre o rio San Juan,
tendo também ocupado a represa de Novaliches, parte importante do sistema de
abastecimento de água de Manila, antes que o inimigo a explodisse. Em 7 de fevereiro, elementos da 1a Divisão de
Cavalaria apoderaram-se dos depósitos de água de Balara, enquanto unidades da
37a vadeavam o rio Pasig, perto do Palácio Malacanan, a casa
presidencial. Depois de dominar a resistência inimiga no sul do Pasig, através
de intenso fogo de artilharia, a 37a construiu uma ponte para que
a infantaria atravessasse o rio e, logo depois, substituiu-a por uma de
pontões, para que o material pesado também cruzasse o rio. Nas últimas horas
do dia 8, a divisão completara a ocupação da margem norte do rio Pasig, desde
sua desembocadura até o Palácio Malacanan. Construíra, ainda, uma cabeça-de-ponte
ao sul do rio e a leste de Intramuros, com 1.600 metros de profundidade. No
fim do dia 9, algumas unidades da divisão, continuando seu avanço, penetraram
no bairro Ermita, dirigindo-se sobre a cidade murada pelo leste e pelo sul.
Enquanto isso, a 1a Divisão de Cavalaria, à esquerda da 37a,
vencera a resistência inimiga no norte do Pasig, e alguns destacamentos do 7°
Regimento de Cavalaria conquistaram o Depósito San Juan; estes triunfos
proporcionaram aos americanos ¾ do sistema de abastecimento de água de
Manila. Com a 1a Divisão de Cavalaria pronta para cruzar o
Pasig, o General Griswold encontrava dificuldades em coordenar seus
movimentos com os da 11a Divisão Aerotransportada. Esta unidade
avançava para o norte e a 7 de fevereiro alcançara Paranaque, aprontando-se
para atacar o Aeroporto Nichols, nos subúrbios do sul de Manila. O problema
consistia no seguinte: os americanos avançavam contra as posições do inimigo
pelo norte e pelo sul, repetindo, de certo modo, a operação realizada no
norte da França pelos britânicos e americanos. A operação consistia em fixar
uma linha de fogo, depois da qual nenhuma das forças poderia fazer fogo sem a
aprovação da outra. Esta linha estendia-se desde o Clube de Pólo, à margem da
baía de Manila, até Laguna, prolongamento da ferrovia de Manila, seguindo
dali até o sudeste, ao longo da ferrovia. Já que os obuses de 75 mm da 11a
Aerotransportada eram muito leves para dominar as casamatas que protegiam o
sul do campo Nichols, o General Griswold ordenou que a artilharia apoiasse a
divisão. A 1a Divisão de Cavalaria, finalmente, apoiada por
intenso fogo de artilharia, cruzou o rio Pasig em 10 de fevereiro, sem
encontrar resistência. Seguindo adiante, chegou à baía de Manila e no dia 11
estabeleceu contato com a 11a Aerotransportada. Em 16 de fevereiro, grupos da 37a chegaram bem perto,
no leste, de Intramuros, enquanto outros efetivos estavam a 1.600 metros,
pelo sul, da cidadela. Soldados da 1a de Cavalaria haviam
desalojado o inimigo na costa da baía de Manila e pressionaram até o norte,
estabelecendo contato com a 37a. Mas a resistência japonesa
aumentava, à medida em que os americanos avançavam. De acordo com a Ordem de
Operações n° 51, o General Griswold adotou várias medidas destinadas a
concretizar o ataque final contra Intramuros e o porto de Manila. A 16 de
fevereiro subordinou a 1a Brigada de Cavalaria à 37a
Divisão, que combatia ao longo da baía de Manila. Ordenou imediatamente que a
artilharia pesada se adiantasse com o objetivo de atacar e destruir as
defesas de Intramuros. A 11a Aerotransportada, depois de apoderar-se do
Clube de Pólo, conseguiu tomar, a 12 de fevereiro, a Base Naval de Cavite e o
Aeroporto Nichols. Depois, seguindo até o leste, apoderou-se do Forte
McKinley, no sudeste de Manila. Os japoneses, porém, honrando sua tradição,
lutavam encarniçadamente, combatendo até a última bala e defendendo casa por
casa. Em 18 de fevereiro, porém, a luta pela posse de Manila parecia
estar no fim. |
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Queda de Manila Em 18 de fevereiro, os efetivos da 37a Divisão
reforçados com a 1a Brigada de Cavalaria, aproximaram-se das
forças inimigas que defendiam Intramuros, última resistência ao avanço
americano. Em Intramuros e no porto de Manila, os japoneses se
entrincheiraram numa série de pontos fortificados, que incluíam, também,
barcos fundeados na enseada. O 12° Regimento de Cavalaria, que pressionava a zona portuária,
tomou, finalmente, em 20 de fevereiro, o Alto Comissariado, o Clube Elks e o
Clube da Marinha; em frente ao Hotel Manila, os americanos encontraram forte
resistência. Em 21 de fevereiro, os americanos penetraram no edifício do
hotel. No interior, trocaram-se violentas descargas de ambos os lados. Os
americanos compreenderam que a guarnição japonesa teria de ser exterminada
homem por homem. Os japoneses defenderam-se com tenacidade, disputando cada
centímetro do edifício, contra-atacando de forma suicida. Os japoneses
entrincheirados no hotel resistiram durante quase três dias. No dia 23 não
havia um só japonês com vida no Hotel Manila. Enquanto isso, a 37a Divisão estava pronta para o
ataque final contra Intramuros e a zona portuária. Nos dias anteriores,
mediante o emprego de obuses de 21 e 24 cm, abriram-se brechas nas paredes
norte e nordeste. O assalto, projetado pelo General Baightler para as primeiras
horas do dia 23, seria lançado uma hora depois do bombardeio da artilharia e
dos morteiros. A intenção era reabrir as fendas nos muros, que tinham sido
reparados pelos japoneses, diminuindo assim as baixas da infantaria; ao
realizar o assalto. De acordo com os planos, este seria efetuado cruzando o
rio Pasig, com o 129° Regimento, sob o comando do Coronel Frederick. O
regimento deveria penetrar em Intramuros pela brecha aberta na parede norte.
Porém, o 145° Regimento, sob as ordens do Coronel White, entraria pelo leste,
através da brecha da parede nordeste. O assalto foi realizado de acordo com os planos. A artilharia e
os morteiros abriram fogo às 7h:30m do dia 23, castigando o interior de
Intramuros e suas paredes leste e norte, assim como os caminhos de acesso a
estas paredes. Foram empregados, na operação, quatro grupos de obuses de 105
mm, três de 155, uma bateria de 204, uma de 240, um batalhão de tanques,
parte de um grupo de caça-tanques e diversos morteiros de 111 mm. Às 8h:30m, depois de uma hora de fogo de artilharia, o 129° e o
145° Regimentos de Infantaria lançaram-se, simultaneamente, sobre Intramuros,
pelo norte e pelo leste. Do Hotel Manila, o 12° Regimento de Cavalaria
avançara até a zona portuária. Os batalhões do 129° cruzaram o Pasig em botes
de assalto sem encontrarem muita resistência e penetraram em Intramuros pelo
brecha aberta na parede norte. O canhoneio da artilharia desorganizaria, como
se pôde comprovar mais tarde, os sistemas defensivos japoneses, limitando á
resistência ao Forte Santiago e aos edifícios vizinhos. O 145° Regimento, por sua vez, penetrou pela brecha aberta no
muro nordeste e, até a noite, já tinha atingido o centro de Intramuros. Ali,
seus efetivos estabeleceram contato com o 129°. Todavia, o que a princípio
pareceu ser uma operação relativamente fácil tornou-se complicado, à medida
que a resistência japonesa intensificava-se. De outro lado, os movimentos
americanos viam-se seriamente perturbados pelos levantes ininterruptos de
refugiados filipinos, em sua maioria mulheres e crianças, que se retiravam da
zona de luta. Estes, em botes de assalto, eram transportados à margem oposta
do Pasig, fora da zona de combate. Durante a noite de 23 para 24 de fevereiro, os efetivos do 129°
eliminaram sistematicamente os japoneses que resistiam nos sótãos, túneis e
covas, dentro e nas proximidades do Forte Santiago. A luta pela posse deste
forte durou todo o dia 24. Ao terminar o dia 24, o 12° de Cavalaria havia
conquistado a zona portuária, e os 129° e 145° Regimentos tinham aniquilado
os últimos defensores do Forte Santiago, com exceção de pequenos grupos que
ainda resistiam em casamatas isoladas. No dia 25, afinal, toda a resistência organizada dos japoneses
fôra dominada em Intramuros e em toda Manila, exceto nos edifícios da
Agricultura, Finanças e Legislativo, convertidos pelos japoneses em
verdadeiras fortalezas. Estes edifícios, de construção muito sólida, haviam
sido reforçados; suas saídas foram bloqueadas com barricadas e instalaram-se
ninhos de metralhadoras em suas portas e janelas. Os americanos, para vencerem os japoneses ali entrincheirados,
tiveram que apelar para o fogo direto de sua artilharia. Mas mesmo depois de
conseguir entrar nestes redutos, os americanos tiveram que lutar palmo a
palmo para dominar os japoneses. Finalmente, a 4 de março de 1945, os americanos tomaram o último
edifício em poder dos japoneses. Manila estava totalmente de posse dos
americanos. A desesperada defesa dos japoneses lhes custaram 16.655 homens;
havia, ainda, uma quantidade não determinada de japoneses que morreram nas
casamatas e túneis, soterrados ou calcinados pelos lança-chamas. A cidade, ao final da luta, mostrava claramente os vestígios do
combate. Tudo fôra produzido pelos intensos canhoneios, pelo fogo dos
morteiros e pela destruição semeada pelos japoneses em retirada. A aviação
americana, cumprindo ordens do General MacArthur, não lançara uma só bomba
sobre Manila. Apesar de não ter sido empregado este elemento de destruição, a
cidade mostrava danos materiais de grande importância. Alguns bairros tinham
sido completamente destruídos; os edifícios públicos estavam praticamente
destroçados, e muito poucas casas da zona comercial escaparam à destruição.
Intramuros, por sua vez, fôra reduzida a cinzas. Em 27 de fevereiro, o General MacArthur entregou a administração
civil das Filipinas ao Presidente Sergio Osmena. Ao norte, leste e oeste de Manila Enquanto em Intramuros os americanos efetuavam o assalto final,
duas divisões, a 1a de Cavalaria e a 6a de Infantaria,
avançavam em direção leste e nordeste, aprofundando o avanço nas Filipinas.
Estas duas divisões atacaram finalmente, depois de uma preparação de fogo
pela aviação e pela artilharia. Ao cair da noite do dia 23, a 1a
de Cavalaria encontrava-se a 3 km de Antipolo, no leste de Manila, enquanto a
6a marchava para o norte e atingia Montalbán. Ali, após rápida
luta, os americanos ocuparam a localidade, mas não puderam tomar as colinas
circundantes, pois os japoneses faziam fogo com grande intensidade. No
entanto, patrulhas da 6a Divisão avançavam para o sudeste,
ampliando a linha americana. Ao sul de Manila, os efetivos da 11a Divisão
Aerotransportada avançavam para o norte, atingindo, a 22 de fevereiro, a
margem oeste da lagoa Bay. A 40a Divisão, ao norte, rechaçou as posições
inimigas até as montanhas situadas a oeste do Forte Stotsenburg e do
Aeroporto Clark. O avanço da 40a foi dificultoso, devido ao
terreno, que facilitava a tarefa dos japoneses, As colinas, com efeito,
estavam cheias de covas, onde os japoneses resistiam, tornando-se muita
difícil desalojá-los. Os americanos apelaram para o lança-chamas e os
explosivos, destruindo, uma por uma, estas covas. A 20 de fevereiro, as unidades americanas encontravam-se prontas
para atacarem o setor mencionado. Mais ao norte de Manila, nas proximidades
de Lingayen, a luta continuava. Os efetivos americanos deveriam. avançar até
o leste e o norte, com o objetivo de varrer de Luzon toda a resistência
organizada dos japoneses. Esta missão estava nas mãos dos combatentes do 1o
Corpo. San Isidro foi ocupada em 6 de fevereiro, depois que os
americanos aniquilaram a guarnição e destruíram 32 tanques inimigos. Muñoz,
por sua vez, foi conquistada a baioneta no dia 7, após intenso fogo de
artilharia. Nesta localidade, os japoneses perderam toda a guarnição de
infantaria, uma bateria de artilharia, quatro tanques leves e cerca de 50
tanques médios. Com os combates de San Isidro e Muñoz, a 2a Divisão
blindada japonesa foi praticamente exterminada, sendo afastado, assim, o
perigo de um avanço japonês até as planícies centrais de Luzon. Limpeza da baía de Manila Em 3 de fevereiro de 1945, o Alto-Comando emitiu um comunicado
que delineava as principais operações que limpariam a baía de Manila. Esta
referida comunicação determinava a ocupação da península de Bataan o mais
breve possível, incluindo Mariveles, a ocupação de Corregidor e a costa sul
da baía de Manila. As operações ficariam a cargo do 6o Exército,
enquanto a Marinha encarregava-se de eliminar os obstáculos que se opusessem
à navegação. O plano de ataque do exército compreendia a intervenção de um
Grupamento de Combate, que avançaria pela costa leste de Bataan, enquanto
outro Grupamento, com um batalhão de infantaria, se lançaria sobre as
posições japonesas na zona de Mariveles. Após estas operações, o plano
determinava, ainda, o ataque à ilha de Corregidor, no qual interviria,
também, o 503° Regimento de Infantaria de Pára-quedistas. Este ataque seria
apoiado por um desembarque de um batalhão de infantaria reforçado, que partiria
de Mariveles. O dia estabelecido para estas operações foi 12 de fevereiro. Os americanos puseram-se em marcha no Dia D fixado. Na dia 13 já
se encontravam na península de Bataan e, a 14, haviam ocupado Pilar, metade
do caminho entre o centro da península e o seu extremo sul. Em 15 de
fevereiro, o 151o Grupamento de Combate desembarcou no sul de
Mariveles às 10 horas, depois de a região sofrer intenso bombardeio da
aviação e da marinha americanas. Além disso, os caça-minas americanos
limparam o canal de acesso à baía Mariveles, antes da operação. A resistência japonesa foi muito fraca e as forças do Grupamento
ocuparam rapidamente Mariveles e o campo de aviação próximo. Ao cair da
noite, os americanos dominavam uma extensa cabeça-de-ponte. A ocupação de
Mariveles continuou no dia 16, com o projetado ataque aerotransportado sobre
Corregidor, realizado em três vagas de aviões de transporte. Devido às más
condições para este ataque, adotou-se uma formação de vôo em duas colunas,
com um avião atrás do outro. Cada avião deveria efetuar duas ou três
incursões sobre a zona de lançamento, lançando, de cada vez, seis ou oito
homens. Os lançamentos seriam realizados a uma altura que oscilava entre os
200 metros. Posteriormente, com o objetivo de diminuir ao máximo a deriva dos
homens lançados, a altura foi reduzida para 150 metros. Segundo os planos seriam lançados 2.000 pára-quedistas nas
primeiras levas, em 16 de fevereiro. Os efetivos citados seriam aumentados
paro 2.900, mediante um desembarque nesse mesmo dia. No dia 17, com a chegada
do terceiro grupo, de aviões de transportes, os combatentes somariam 4.000,
suficientes, segundo o comando, para dominar a situação em Corregidor, onde a
guarnição japonesa oscilava entre 850 homens. Em 16 de fevereiro, entre as
7h:45m e as 8 horas, uma esquadrilha de bombardeiros pesados lançou 125
toneladas de bombas sobre Corregidor, enquanto um grupo de aviões A-20
metralhava, a baixa altura, as instalações defensivas dos japoneses. O primeiro grupo de aviões de transporte começou a lançar sua
carga às 8h:30m do dia 16, tal como fôra previsto. Depois de lançados os
primeiros pára-quedistas, três grupos de aviões A-20 sobrevoaram a zona,
vigilantes. Um deles com a missão, se fosse necessário, de produzir uma
cortina de fumaça, e os outros, para dar apoio ao segundo grupo de
transporte, que começou a lançar pára-quedistas às 12h:50m. Alguns dos aviões de transporte que integravam o primeiro grupo
foram atingidos por fogo antiaéreo, havendo algumas baixas. Porém, os A-20,
agindo rapidamente, silenciaram as baterias inimigas. A segunda vaga de transportes realizou sua missão com igual
êxito, durante as primeiras horas da tarde do dia 16. Entretanto, o 3° Batalhão do 34° Regimento, depois de um
bombardeio naval de preparação, desembarcou nas praias do sul de Bataan, às
l0h:30m do dia 16. As baixas deveram-se às minas, que haviam sido colocadas
nas praias em grande quantidade. Devido ao êxito dos lançamentos do dia 16 sObre Corregidor, e
com o objetivo de evitar perdas inúteis, o comando americano decidiu que a
terceira vaga de transportes não lançaria seus homens sobre a ilha. De acordo
com as novas ordens, estes homens seriam transportados à parte sul de Bataan,
para, dali, serem transladados, por mar, até Corregidor. Seus abastecimentos,
de acordo com o plano anteriormente aprovado, seriam lançados do ar sobre a
ilha. A operação, porém, deparou com a tenaz resistência japonesa. Enquanto
os abastecimentos eram lançados dos aviões, as lanchas de desembarque que se
aproximavam da costa de Corregidor foram atingidas por violento fogo de armas
automáticas e retiraram-se. Imediatamente, os americanos silenciaram os
redutos japoneses nas praias, e as embarcações retomaram o rumo interrompido,
desembarcando, pouco depois, suas tropas. Era a tarde do dia 17 de fevereiro. Os efetivos do 503° de Pára-quedistas desalojou, imediatamente,
os grupos de japoneses que aferravam-se a suas posições em Topside, no centro
de Corregidor, e na Colina Malinta. Nestes lugares, os japoneses lutaram encarniçadamente
até o último homem. Como anteriormente, tiveram de ser desalojados por meio
de lança-chamas e cargas explosivas, que fizeram voar seus redutos,
sepultando-os. Os japoneses, desesperados, dinamitaram o túnel da Colina
Malinta, que explodiu em meio a um ensurdecedor estrondo. Como conseqüência,
grande número de soldados japoneses que defendiam a posição encontraram a
morte, soterrados entre os destroços do túnel. Outra explosão, agora de um depósito de munições próximo a
Monkey Point, a leste de Corregidor, provocou mais de 100 baixas entre as
forças americanas do 503° de Pára-Quedistas. Em 27 de fevereiro, os pára-quedistas atacaram violentamente as
posições japonesas que resistiam no extremo direito da ilha. Ao cair da noite
deste dia, os americanos haviam conseguido dominar a resistência inimiga,
explodindo as covas e túneis em que os japoneses resistiam. Até o dia 27, inclusive, a luta pela posse de Corregidor custara
aos japoneses 4.500 homens. Os americanos aprisionaram 19, o que indica a tenaz
resistência japonesa, cujos homens preferiam morrer a cair prisioneiros. Por
outro lado, o 503° de Pára-Quedistas tivera 209 mortos, 725 feridos e 19
desaparecidos. Em 2 de março, acompanhado de vários comandantes e oficiais, o
General MacArthur desembarcou em Corregidor. Ali, numa impressionante
cerimônia, o general americano içou novamente a bandeira de listras e
estrelas. A ilha de Corregidor, como em 1942, estava, neste momento, reduzida
a cinzas. Enquanto combatia-se pela posse de Corregidor, o 151o
Grupamento de Combate, avançando até o leste, na parte sul de Bataan,
estabeleceu contato com o 1o Grupamento, que avançava desde o
norte, ao longo da costa Leste. Mais tarde foi também estabelecido contato na
costa oeste da península. Assim, toda a península de Bataan estava envolta
num cinturão de tropas americanas, que se estendiam em toda a sua costa. No
interior, nas zonas montanhosas, algumas unidades japonesas resistiam
esporadicamente. Porém, a união dos efetivos do 1o e do 151o
Grupamentos de Combate pode ser considerada como a operação que pôs término à
luta em Bataan. Enquanto isso, em Luzon, na zona do Forte Stotsenburg, a 40a
Divisão, reforçada, lançou um ataque destinado a acabar com a resistência
organizada neste setor. Dois regimentos - precedidos de violentos ataques
aéreos, nos quais intervieram 125 aviões B-24 - realizaram o ataque. Os
ataques aéreos foram de tal intensidade que, quando a divisão atacou as
posições japonesas, quase não houve resistência. Ao fim do dia, a 40a
Divisõo varrera, praticamente, a resistência inimiga no oeste do Forte
Stotsenburg. Até 4 de março, em resumo, o 6o Exército desalojara e
aniquilara todas as posições japonesas que significavam alguma ameaça às
planícies centrais de Luzon. Além disso, depois de sangrenta luta, Manila
caíra em poder dos americanos. A península de Bataan e Corregidor, de triste
lembrança para os americanos, haviam sido atacadas e reconquistadas. Milhares
de prisioneiros de guerra foram libertados. As posições japonesas a oeste do
Forte Stotsenburg foram esmagadas. Em 4 de março de 1945, os americanos alcançaram a maioria dos
objetivos principais da campanha de Luzon. Entre 9 de janeiro, data em que o 6o Exército
desembarcou seus primeiros efetivos no golfo de Lingayen, e 4 de março, os
japoneses perderam cerca de 65.000 homens, calculando-se que 25.000 estavam
soterrados nas covas e túneis que foram dinamitados. Os prisioneiros
ascendiam a 641. O 6o Exército, por sua vez, perdera 3.840 homens;
13.165 ficaram feridos, e 211, desaparecidos. Se, como se supunha, os japoneses contavam, no início da
campanha, com 260.000 homens em Luzon, depois das baixas sofridas restavam
apenas 170.000, distribuídos da seguinte maneira, segundo os americanos: Em
Bataan: 1.000; a oeste do Forte Stotsenburg: 15.000; na zona
Antipolo-Montalbán: 20.000; na zona Batangas-Bicol: 16.000 e na zona de
Luzon: 110.000. Em 5 de março de 1945, o 6o Exército americano
dividira os efetivos inimigos que ainda resistiam em Luzon em três grupos: um
no leste de Manila; outro no sul de Luzon, e o terceiro e último no norte de
Luzon. Estes grupos encontravam-se isolados uns dos outros, não podendo
apoiarem-se mutuamente. No norte de Luzon encontrava-se a maior concentração dos
efetivos japoneses, sob o comando do General Yamashita. Esta força era a
única com perspectivas de resistir aos americanos. Os japoneses poderiam
deslocar suas forças a vários setores, embora essa vantagem fosse mais
aparente que real, pois a aviação americana não lhes dava trégua, dominando
totalmente o céu de Luzon. Resumindo, as possibilidades dos japoneses eram relativas, pois,
indubitavelmente, uma longa luta só redundaria em prejuízo deles próprios. Anexo Baixas Americanas em
Manila
Ordem do Alto Comando "O 6o
Exército deve conquistar posições nas proximidades de Mariveles, através de
operações por via marítima, juntamente com operações terrestres no sudoeste,
a realizar-se no Dia D; deve conquistar Corregidor um dia depois do Dia D,
com forças aerotransportadas do 7o Exército, situadas em Mindoro,
que seriam conduzidas pela 5a Força até o objetivo, e com tropas
transportadas por mar, que partiriam da baía Mariveles; o comandante do 6o
Exército coordenará a operação e os comandantes das Forças-Tarefas enviarão
representantes ao mencionado comandante. O comandante das
forças navais aliadas deverá reunir imediatamente, na baía de Subio, as
embarcações anfíbias requeridas pela operação, que transportarão e escoltarão
as forças de ataque transportadas por mar, realizando, ainda, bombardeios
preparatórios em Corregidor, em Mariveles e na costa norte da baía de Manila,
antes da operação e durante o desembarque. O comandante das
forças aéreas aliadas deverá neutralizar, de imediato, as defesas de
Corregidor e da costa sul da península de Bataan, efetuando ainda a
necessária planejamento para lançar sobre Corregidor as unidades do 503o
Regimento de Infantaria de Pára-quedistas, designadas pelo comando do 6o
Exército." Ataque a Corregidor O General Walter
Krueger comentou assim, a Operação Corregidor: "O êxito inicial da
operação deveu-se a várias coisas. Efetuou-se uma cuidadosa exploração e o
Estado-Maior realizou um importante trabalho, que consistiu numa bem regulada
aproximação dos aviões de transporte de tropas, um sistema de vôo e um plano
de lançamento perfeitamente adaptado às condições do terreno em que se
lançariam os pára-quedistas, assim como um plano bastante versátil, que
permitia uma mudança rápida, para fazer frente a qualquer situação. Contamos
também com uma coordenação e uma perfeita harmonia por parte das forças
participantes. Tanto o assalto aerotransportado como o anfíbio contaram com
excelente apoio das forças aéreas e navais. O fator surpresa também influiu
muito no resultado. Deve-se destacar, ainda, a soberba atuação das tropas e
de seus chefes. Devemos ressaltar que o ataque a Corregidor foi realizado
pensando-se que a guarnição japonesa fosse integrada apenas por 850 homens e
algum reforço, o que não aconteceu, pois nossas tropas enfrentaram, mais ou
menos, 6.000 homens. Mais tarde fomos informados de que o comandante japonês
em Corregidor - apesar de seus superiores acharem que devia estar preparado
para um ataque aerotransportado - não acreditava que fôssemos capazes de
realizar um ataque desta natureza. Ele estava convencido de que um ataque
desta espécie era impossível, e, portanto, não tomou medidas para
enfrentá-lo. Em vez disso, manteve 3.000 homens na reserva, nos subterrâneos
da Colina Malinta. Os outros 3.000 homens da guarnição haviam sido dispostos
em posições organizadas no perímetro da ilha de Corregidor, para resistir a
qualquer ataque anfíbio. Estas posições estabeleceram-se nas depressões do
terreno e iam desde a borda até Topside, com linhas de fogo que se apoiavam
mutuamente, com o propósito de tornar extremamente difícil, se não
impossível, ao atacante avançar ou lançar-se sobre uma ala. Porém, os
japoneses esqueceram de instalar comunicações laterais entre estas posições,
cada uma delas conectada com a central em Topside. Assim, quando os
pára-quedistas apoderaram-se e destruíram esta central, os japoneses ficaram
sem meios para organizar a defesa". O 6o
Exército Entre 16 de fevereiro
de 1943 e 31 de dezembro de 1945, data em que o 6o Exército
realizou suas tarefas de ocupação, a unidade compreendia, alternadamente, as
seguintes formações: Comando dos Corpos: 1o,
9o, 10o, 14o, 24o e 5o. Divisões de
Infantaria: 6a, 7a, 25a, 31a, 32a,
33a, 37a, 38a, 40a, 41a,
43a, 77a, 81a, 96a e 98a. Divisão de Cavalaria:
1a Divisões de Infantaria
da Marinha: 1a, 2a, 3a e 5a. Divisão
Aerotransportada: 11a Brigadas especiais de
engenheiros: 2a, 3a e 4a Grupamento de Combate:
158o Grupamento de Combate
de Cavalaria: 112o Grupamento de Combate
Pára-Quedista: 503o Grupamento Blindado:
13o Brigada de engenheiros
de construções: 1.201a, 1.202a e 5.220a Baixas
Norte-Americanas em Corregidor
Material capturado Na zona de Manila, os
americanos apoderaram-se do seguinte material de guerra japonês: Metralhadoras de 7,7,
7,9 e 13 mm: 600 Metralhadoras
antiaéreas de 20 mm: 990 Metralhadoras de 25
mm: 110 Canhões de 37 mm: 15 Canhões antiaéreos de
40 mm: 15 Canhões antitanque de
47 mm: 5 Canhões de 75 mm: 10 Canhões navais de 76
mm: 15 Canhões de 100 e 105
mm: 10 Canhões navais de 120
mm: 60 Canhões de 127 mm: 5 Canhões de 150 mm: 5 Morteiros de 150 mm: 5 Lança-chamas de 200
mm: 5 Ataque aéreo a
Corregidor As três vagas de
aviões de transporte que sobrevoaram a ilha de Corregidor conduziram os
seguintes efetivos e elementos: Primeira vaga: 31
aviões C-47. Sobrevoaram a zona do objetivo às 8h:30m do dia 16 de fevereiro,
conduzindo parte do comando do regimento e o III/R. 503o de Pára-Quedistas
e a 161a Companhia de Engenheiros Pára-Quedistas; um escalão da
Bateria A (obuses de 7,5 cm), e a Seção de Metralhadoras (de calibre 50) da
Bateria D, do 462o Grupo de Artilharia de Campanha Pára-Quedista. Segunda vaga: 51
aviões C-47. Sobrevoaram a zona do objetivo às 12h:15m do dia 16 de
fevereiro. Conduziram parte do comando do regimento, o II/R. 503o
de Pára-Quedistas e a companhia de serviços desse regimento; a Bateria B
(obuses de 10,5 cm), e uma seção de metralhadoras (calibre 50) da Bateria D,
do 462o Grupo de Artilharia de Campanha Pára-Quedista. Terceira vaga: 43
aviões C-47. Sobrevoaram a zona do objetivo às 8h:30m do dia 17 de fevereiro.
Conduziram o restante do comando do regimento e o I/R. 503o de
Pára-Quedistas; a Bateria C (obuses de 7,5 cm), e uma Seção de Metralhadoras
(calibre 50) da Bateria D, do 462o Grupo de Artilharia de Campanha
Pára-Quedista. Abastecimento diário:
Foi realizado por 12 aviões C-47 até que o abastecimento anfíbio à praia de
San José foi restabelecido e pôde utilizar-se um caminho desde esta praia até
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